Depois de tanto tempo e tanto trabalho, finalmente consegui ver o resultado final do grande projecto da minha vida (até aos 30, porque agora há outros!)...
Não imaginam a felicidade que é, depois de um ano em busca da madeira mais barata no meio das montanhas, a comprar (e vender) cimento e ferro, a contratar e despedir serventes, a levantar às cinco da manhã para ir ao rio buscar água para regar os blocos, entre tantas outras aventuras e desventuras e truques de gestão, finalmente ver o resultado final... Ainda de pé, uma sala de informática cheia de actividade!
grande ou pequena, na cidade ou no campo, de palha ou de cimento, não é importante... o melhor de tudo é ser o sítio que está de portas abertas para todos os amigos, é partilhada, independentemente do local onde se encontra!
segunda-feira, 16 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
Dancemos todos
A globalização (alguma alma caridosa que me envie um pouco disso para cá; parece que não é para todos!) tende a convencer-nos que vemos, sabemos, sentimos, tudo, de todo o lado. A mim parece-me que nos tende a afastar cada vez mais do resto do mundo, porque já conhecemos, porque já sabemos como é, porque já vimos na televisão ou lemos na internet, porque assim não é preciso ir, já estamos avisados, já contribuimos...
E apesar de diversos programas nos mostrarem imagens de áfrica a todo o instante, imagens de vidas duras, hábitos estranhos, bocas desdentadas e moscas, muitas moscas, não me parece que se consiga perceber o que é viver neste continente tão verde nuns cantos e amarelo noutros...
Das coisas que mais me faz "sentir" (sentir só, nem bem nem mal, nem muito nem pouco, sem medidas pré-estabelecidas, nada de particular, aquele sentir que por si só basta, que nos faz ser ao mesmo tempo que sentimos) é ouvir a música e ver quem dança...
Não que Moçambique esteja lotado de grandes artistas no panorama musical, não que o povo seja a expressão de uma técnica perfeita de dança, nada disso! Mas porque é a verdadeira forma de estar de quem é moçambicano, de quem vive a "moçambicanidade". Toda a gente, crianças e velhos, homens e mulheres, uns com os outros, dançam ao som de qualquer música. E mesmo que não haja música, pelo menos audível ao indíviduo "global", há sempre gente a balouçar corpo e espírito na berma da estrada... Por vezes é cómico, noutras dramático, em algumas bastante sensual, mas sempre muito inspirador.
Então, e só hoje porque nunca me lembrei que podia colocar vídeos, aqui ficam três momentos de música e dança... Festas na rua da cidade, festas no quintal de casa, por razões específicas, sem qualquer desculpa... Festas, onde se toca e onde se dança, muito, de preferência.
P.S.: desculpem-me o sermão...
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Imagens...
Quatro fotografias... Sem comentários, dando-vos toda a liberdade para dissertar sobre imagens tão caricatas... Com beijinhos para todos neste fim de semana santo!
Uma da cidade à beira rio plantada, tirada do 5º andar do Hotel Zambeze, mesmo antes de uma poderosa chuvada.
E mais três, de tesouros que nos vão surgindo enquanto passeamos pela cidade...
Uma da cidade à beira rio plantada, tirada do 5º andar do Hotel Zambeze, mesmo antes de uma poderosa chuvada.
E mais três, de tesouros que nos vão surgindo enquanto passeamos pela cidade...
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